ROGÉRIO PEIXOTO TOMA HOJE POSSE COMO NOVO PRESIDENTE DO CAM
Toma hoje posse o novo elenco directivo do Clube Automóvel do Minho, que passa a ser liderado por Rogério Peixoto, destacado dirigente, praticante e amante do automobilismo em geral, desporto que acompanha há largos anos nas mais diversas funções.
O novo presidente do CAM é sócio do Clube há 32 anos e membro activo da direcção cessante. Com 64 anos de idade é médico-cirurgião de profissão, tem a experiência e preparação necessária para iniciar este novo projecto, juntamente com a restante direcção que o acompanha.
De salientar que da direcção anterior transitam João Rito, José Alberto Domingues e Pedro Macedo como vice-presidentes, entrando de novo para este cargo Luís Filipe Freire de Oliveira, conhecido piloto e empresário de Braga.
Rogério Peixoto tem no seu curriculum desportivo vários cargos em direcções de prova tanto em circuitos como rampas e ralis.
Foi piloto do conhecido Team CAM na década de 1991 a 1993 e Team Manager da Hugo Peixoto Competições de 1993 a 2006 tendo assim acompanhado toda a carreira de seu filho na velocidade automóvel.
Numa breve interrupção que teve na direção do CAM nos anos 80 foi membro do ACP Sport durante a vigência de António Matos Chaves, tendo desempenhado o cargo de médico chefe do rali de Portugal durante 2 anos, na altura em que António Mocho era director de prova.
Nesta cerimónia, - agendada para as 18H00 de hoje na sala de imprensa do KIB -, onde o novo presidente vai tomar posse juntamente com todos os órgãos sociais do Clube, espera-se que Rogério Peixoto confirme as suas ideias, projetos e prioridades para o seu mandato, cujos contornos fez já saber no seu Projeto de Candidatura que reproduzimos a seguir:
"Caros sócios.
Ao aceitar a difícil missão de encabeçar uma lista candidata à direcção do Clube Automóvel do Minho, fi-lo de um modo aberto e descomplexado, mas ao mesmo tempo consciente dos desafios que vamos enfrentar e que são imensos.
Todos sabemos das imensas dificuldades que o clube atravessa, quer de ordem financeira quer de ordem judicial. São imensos e complicados e que nestes últimos anos nos obrigaram a um esforço monetário, que colocou as contas no vermelho.
Mas o CAM felizmente não desistiu e soube enfrentar estes desafios da maneira que achou mais conveniente na altura. Se foi a melhor na realidade não o sei dizer, talvez não tenha sido, mas foi a possível, face ao modo como fomos apanhados de surpresa.
Neste momento vivemos uma realidade completamente diferente, com o clube dependente de terceiros e até da amizade e compreensão de alguns intervenientes. Mas, também ficamos a saber quem são os nossos amigos, inimigos e amigos de ocasião!
Mas o CAM que este ano completa 49 anos de existência não vai desistir face a estas e outras adversidades que se aproximam e é assim, que com uma nova lista cheia de gente nova e com novos cargos vamos tentar enfrentar os desafios que se nos apresentarem pela frente.
Assim sendo, eu iria dividir o nosso plano de acção em 4 eixos fundamentais a saber: Reorganização interna, financeira, desportiva e social.
No primeiro e logo na primeira reunião de direcção, vamos criar um novo cargo de assessores da direcção e que serão ocupados pelos seguintes sócios a saber: Adriana Barbosa, Joana Barbosa, Hugo Peixoto, Marco Pacheco e Sérgio Freitas. Estes terão missões de coordenação aconselhamento e acompanhamento de grupos de trabalho que irão ser criados a vários níveis. Temos que dar uma nova vitalidade ao clube e mostrar que este não é um clube fechado, como muitos disseram durante vários anos, mas aberto e moderno.
No segundo e para nós talvez o mais importante, pois tem implicações que podem obrigar ao desmantelamento e capitulação do clube, vamos tentar, com a ajuda de todos os elementos dos corpos sociais do clube e não só a direcção, dialogar com todos os intervenientes e sanear financeiramente o clube. Não prometemos milagres, mas somente trabalho, muito trabalho.
Do ponto de vista desportivo, vamos tentar organizar o maior número de provas possíveis, pois é esta a única fonte de receita do clube. Dar a devida atenção ao maior evento que organizamos que é a Rampa da Falperra começando a trabalhar para a mesma já no próximo mês, com vista a uma possível sponsorização da mesma o que iria permitir voltar às transmissões televisivas em directo. Irão ser criados vários grupos de trabalho com vista à divisão de tarefas pois a complexidade da mesma assim o exige. Iremos dar especial atenção ao colégio de comissários de pista e de parques, que terão necessariamente de ter uma reorganização e liderança fortes. Vamos tentar abrir canais de diálogo com as forças vivas da cidade com especial atenção da Universidade do Minho, com a qual vamos tentar estabelecer parcerias com vista a um possível estudo de impacto financeiro da Rampa da Falperra e recrutamento de elementos voluntários para a organização de provas e colégio de comissários.
Vamos continuar a apoiar a nossa secção de clássicos a dar passos cada vez maiores e a consolidar o seu trabalho que tem sido felizmente excelente e bem sustentado.
Finalmente e por último, mas não o menos importante, a vertente social do clube. Esta na verdade tem sido uma área muito esquecida por todos, mas que na realidade nos dias de hoje pode ser uma das mais importantes. Assim, pretendemos promover o convívio intersócios através de jantares convívio, projecção de filmes de eventos desportivos nos quais o saudoso Team CAM esteve envolvido. Ter uma maior interacção com os sócios e público em geral, através das redes sociais, com uma página do "Facebook" muito forte e bem organizada e sobretudo com toda a imprensa escrita e falada. Acreditem o CAM irá estar nos órgãos de comunicação social todos os meses!!
Vamos promover uma campanha de entrada de sócios e se possível abolir por completo a jóia de entrada, que hoje em dia nos parece deslocada e já inexistente na maioria dos clubes.
Enfim promover um clube de todos e para todos.
VIVA O CLUBE AUTOMÓVEL DO MINHO."